terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A cachaça

A cachaça é uma bebida alcoólica de grande significado cultural, social e econômico para o Brasil. De origem na mesma matéria prima, ela está relacionada diretamente com a cultura da cana de açúcar e à atividade açucareira, de enorme significado no início da colonização do país.
Não há registros históricos definidos sobre a verdadeira origem da cachaça. Algumas lendas tornaram-se populares, mas acredita-se que surgiu em algum engenho quando se tentava a invenção de vinho de cana-de-açúcar a partir do caldo de cana fermentado e de outros subprodutos da produção do açúcar, como as espumas e o melaço misturados à água.
O primeiro registro histórico da cachaça aparece apenas na década de 1620 na Bahia, coincidindo com o surgimento do rum pelas possessões inglesas nas Américas, da aguardente nas espanholas e da tafia nas francesas. O certo é que a cachaça, o rum, a aguardiente e a tafia foram todas criadas a partir dos mesmos subprodutos da produção de açúcar, o melaço e as espumas.
Um fator histórico que espalhou o consumo da cachaça pelo resto do Brasil, nos tempos coloniais, foi a descoberta de ouro nas Minas Gerais. Procurado nas regiões montanhosas mineiras, naturalmente muito frias, a cachaça funcionava como antídoto para a frieza por uma grande população, vinda de todos os cantos do país.
O consumo crescente devido ao seu baixo custo, reduziu drasticamente o comércio de bebidas portugueses na colônia. Assim, a Corte inicialmente proibiu a comercialização e o consumo da cachaça (1635) mas, sem resultados, os portugueses suspenderam a proibição e resolveram taxar o destilado. Rapidamente a cachaça passou a ser uma das maiores fontes de impostos da Coroa.
Com a evolução das técnicas de produção a bebida passou a ser apreciada por todos e até ser consumida em banquetes palacianos, principalmente misturada ao gengibre e outros ingredientes, tornou-se fonte dos mais variáveis licores e invadiu a parte profana das festas religiosas portuguesas - o famoso quentão.
Devido às suas origens, seu baixo valor comercial e associação às classes mais baixas (primeiro os escravos e depois os pobres e miseráveis), até meados do século passado a cachaça foi tratada com certo preconceito. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alçando um status de bebida chique e requintada, com algumas marcas merecedoras dos mais exigentes paladares.
Fonte: WIKIPEDIA e outros.



Momento lírico 112

A NOBRE ROSA!
(Karl Fern)

Deveria ter o nome de uma rosa
Nem entendo porque não é assim
Sendo a mais perfeita delas pra mim
De todas a mais desejada e mimosa
Com sua tez virginal e pele sedosa
Delicada e suavizante tal qual cetim.

Floresce em seu espaço imaculado
Manancial de afrodisíacos odores
Do mais poético e doce dos licores
Guarnecida no cantinho imaginado
Apetência impulsiva do apaixonado
Umedecida com néctar dos amores.

Berço mágico dos pudores sensuais
Cenário de cobiçosos pensamentos
Sucumbe às libidos de momentos
Sublimada pelas carícias pontuais
Aquecida pelas conjunções rituais
Submissa aos desejos mais sedentos.

Sonho incessante do íntimo querer
Revela-se radiante como uma flor
Emanando de seus estames de odor
Flagrância do alvedrio de conceber
Recebendo em um frenético prazer
A seiva viva com a semente do amor.

Explendente pela própria natureza
Anatomia emblemática, voluptuosa
Esculpida entre pétalas, harmoniosa
Num vértice de perfeição e nobreza
Criada por Deus com tanta sutileza,
Por que nunca teve um nome de rosa?