segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Vestindo a camisa certa!

Nem só as mulheres têm dificuldade na hora de escolher a roupa certa para cada ocasião. Quando o assunto é camisa, nos homens também ficamos indecisos sobre a formalidade de cada modelo.
Trabalho, eventos sociais e dia a dia pedem diferentes modelos. Aqui segue um guia de dicas para ajudar a escolher a camisa certa para cada ocasião e garantir o sucesso em elegância e coerência no vestir onde quer que se vá.
1.       Cores lisas - Os tons neutros são indicados para o trabalho. O branco é eternamente básico e o azul claro também é altamente versátil;
2.       Com listras - Também vão bem para o dia de trabalho, mas prefiras as riscas mais estreitas e de tonalidades mais suaves, fáceis de combinar com o terno, o blazer e a gravata;
3.       Tecido - Algodão (100%) e tricoline são sempre uma boa pedida para uso constante. O linho amassa fácil demais. Fuja de tecidos ásperos ou cheios de brilho, como a seda. E as mangas devem ser sempre longas;
4.       Colarinho - Não pode ficar enrugado. Os mais pontudos para rostos arredondados e os menos para rostos compridos. Os botões, por sua vez, também devem estar alinhados e sem frestas que revelem o tórax ou o abdômen;
5.       Bicolores - São indicadas para ocasiões extremamente formais e sempre com terno e gravata. Punhos e colarinho brancos são clássicos, e devem ser combinados com cores suaves, como o bege, o cinza e azul claro;
6.       O dia a dia - A camisa de manga curta ou longa confere um estilo mais casual, quando dispensa gravata e é usada por cima da calça. Estampas discretas, listras suaves ou mais evidentes ou um listrado bem colorido dão um toque especial;
7.       Camisa pólo - Certa se o trabalho é mais despojado  e uma mão na roda para os finais de semana. Pode ter cores lisas ou destonadas e apresentar listras. Os tons mais neutros, como bege, preto e verde musgo são ideais para o expediente e ocasiões mais sérias. As mais fortes caem melhor em eventos informais. Pode ser branca, mas não transparente;
8.       Saindo com os amigos - Usar um modelo que se diferencie do usado habitualmente para trabalhar ou para os dias de lazer. Com detalhes discretos nas mangas ou na barra dão mais charme. Para os mais jovens, peças de algodão, com estampas abstratas ou exibindo suave relevo no tecido. Em clima de festas, as cores podem ser mais fortes, mas sem exageros.
É importante lembrar que a nossa personalidade e o estilo de vida de cada um de nós devem ser levados em conta na hora de se vestir, inclusive na escolha das cores.
Fonte: MINHA VIDA - 07/03/2012

 

Opinião: reciclagem e reuso

A corrida desenfreada na produção de bens de consumo pelo ser humano, associada à escassez de recursos não renováveis e a contaminação cada vez mais intensa do meio ambiente, faz com que o homem seja considerado o maior e mais violento destruidor do planeta. Além da destruição dos recursos naturais não renováveis, vai deixando nosso mundo repleto de resíduos incompatíveis com a sobrevivência saudável de toda a macrovida na Terra.
A reciclagem e reutilização estão sendo vistas como importantes alternativas para a redução da quantidade de lixo no futuro. Este assunto vem despertando a sociedade para a necessidade de um debate cada vez mais profundo sobre reciclagem e reutilização de produtos que seriam considerados inservíveis. Assim, o objetivo é criar bons hábitos de preservação do meio ambiente, levando à economia de matéria-prima e energia.
É preciso, particularmente, que os governos e os profissionais do setor dediquem-se ao desenvolvimento de valores fundamentais nas áreas do meio ambiente, do saneamento e também dos direitos humanos. É importantíssima a definição na gestão pública de uma política nacional de saneamento básico, incluindo legislação, sustentabilidade, obras públicas e saneamento rural.
Paralelamente, é urgente a introdução no processo educacional básico de matérias que façam nossas crianças crescerem com uma formação cultural voltada para a sua própria sobrevivência no nosso limitado planeta, no mínimo de forma mais saudável e sustentável.
Texto base: Revista BIO (n° 52)


Biografias de brasileiras - 12

Maria Augusta Generosa Estrella  (1860 - 1946)
Médica brasileira nascida no Rio de Janeiro, primeira mulher do país a receber um diploma de medicina, em New York (1881) e cujo exemplo contribuiu para a abertura das faculdades às jovens do nosso país.
Filha de portugueses Maria Luiza e Albino Augusto Generoso Estrella, teve educação elementar esmerada no internato do Colégio Brasileiro e com apenas 13 anos de idade, interrompeu o aprendizado e viajou à Europa e durante seis meses permaneceu no colégio Villa Real, no Funchal, Portugal onde demonstrou ter inteligência superior. No mesmo ano retornou ao Brasil, numa acidentada viagem a bordo do vapor Flamsteed. Internada novamente no Colégio Brasileiro (1874), distraía-se lendo revistas e jornais, principalmente os dos Estados Unidos, onde lhe chamou a atenção, em um desses periódicos, a foto e a biografia de uma jovem que estudava medicina em New York. Mostrou a reportagem ao pai e demonstrou seu desejo de se formar em medicina. Como no Brasil as faculdades não permitiam o ingresso de mulheres, ela insistiu para que seu pai lhe permitisse formar-se no exterior e clinicar no Brasil. Assim, conseguiu partir do porto do Rio de Janeiro (1875), no navio South America, rumo a New York.
Nos Estados Unidos, requereu prestar exames no New York Medical College and Hospital for Women, situada na Lexington Avenue. Porém, o requerimento foi indeferido porque os estatutos exigiam idade mínima de dezoito anos para o ingresso na Faculdade, e ela tinha apenas dezesseis. Não desanimando, fez nova petição para expor oralmente seus motivos para se matricular e perante médicos, médicas e alunas da instituição, questionou sua não admissão e, assim os membros da Congregação marcaram os exames para o mês seguinte. Brilhante, inteligente e preparada com as matérias, não deixou dúvida aos examinadores e foi aprovada com distinção. Na semana seguinte, em 17 de outubro (1876), matriculou-se no citado Medical College. Neste interin, infelizmente, a Companhia Bristol, representada por seu pai no Brasil, quebrou e ele não tinha mais condições de mantê-la em Nova Iorque. Porém ao tomar conhecimento da situação, o Imperador D. Pedro II, ordenou, por decreto, a constituição de uma bolsa (1877) suficiente para pagar a faculdade e cobrir gastos gerais. Somente no final daquela década (1879) o Governo Brasileiro abriu as instituições de ensino superior do país às mulheres, com a Reforma Leôncio de Carvalho, pelo Decreto nº 7247, de 19 de abril, embora as jovens que seguiam esse caminho ficassem sujeitas a pressões e à desaprovação social. Nestas condições ela pode concluir o curso (1879), mas não tinha a idade exigida pelos estatutos da Faculdade para receber o diploma, ela teve que aguardar dois anos, para completar a maioridade e receber o grau de doutora em Medicina.
Em agosto do ano seguinte um duro golpe do destino a atingiu: a morte de seu pai, o amigo, incentivador e admirador de todas as horas. Durante a espera do diploma, ela não permaneceu inativa em New York e frequentou cursos, estagiou em vários serviços médicos. A ela juntou-se uma segunda jovem e colega de Faculdade, Josefa Agueda Felisbella Mercedes de Oliveira. As duas fundaram um jornal em New York: A mulher – destinado à defesa dos interesses e direitos da mulher brasileira (1881). Recebeu o diploma de doutora em Medicina no New York Medical College and Hospital for Women, na Association Hall of New York (1881), localizado na Lexington Avenue, sendo ela oradora da turma e agraciada com uma medalha de ouro, pelo melhor desempenho durante o curso e por sua magnífica tese: Moléstias da Pele. Permaneceu mais um ano nos Estados Unidos, autorizada pelo Imperador.
Desembarcou no Rio de Janeiro e, em meio a muitas homenagens, foi recebida em audiência especial pelo Imperador do Brasil que a aconselhou a se dedicar ao atendimento de senhoras, e obteve seu comprometimento. Com o diploma validado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e passou a clinicar e servir de exemplo para outras jovens a se matricularem em cursos superiores. Dois anos depois de seu regresso (1884), conheceu o alagoano de 38 anos, Antonio Costa Moraes, laureado em Farmácia pela Universidade de Leipzig, casaram-se (1886) e tiveram cinco filhos: Samuel, Matilde, Bárbara, Luciano e Antônio. O esposo montou a Farmácia Normal e numa das salas da própria farmácia ela mantinha um pequeno consultório, onde também formulava receitas, atendendo uma imensa clientela, especialmente mulheres e crianças. Enviuvou (1908), o que a obrigou a reduzir o atendimento médico para se dedicar mais aos filhos, porém nunca abandonou completamente os estudos e o contato com clientes e estudiosos. Aos 86 anos e ainda lúcida, morreu repentinamente, em sua casa, no Rio de Janeiro, deixando acima de tudo um lugar na história pela luta na defesa de ideais femininos. Seis anos depois de sua formatura superior, Rita Lobato Velho Lopes tornou-se a primeira mulher brasileira a receber o grau de médica, no Brasil (1887). Estas pioneiras encontraram muitas dificuldades para se afirmar profissionalmente e várias delas estiveram sujeitas ao ridículo. Mas foi, principalmente, devido a seu exemplo e esforços que as mulheres do Brasil passaram a ter acesso às Faculdades de Medicina, pela Reforma Leôncio de Carvalho (1879).