quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

História - As Primeiras Cidades

As primeiras aldeias apareceram por volta de 8500 a. C., ao norte e a leste da Me­sopotâmia, nome dado pelos gregos para uma região  do Oriente Médio que significa entre rios, bastante montanhosa e onde as chuvas eram abundantes. Por volta de 7000 a. C., aprenderam a domesticar ovelhas e cabras e a cultivar o trigo e a cevada, o que lhes permitiu uma vida mais sedentária. A consequência da produção agrícola a partir da irrigação dos campos foi o aparecimento das primeiras cidades.
A cidade bíblica de Jericó, um centro de comércio de sal, prosperou durante o sé­timo milênio antes de Cristo no deserto próximo à extremidade norte do Mar Morto. Suas plantações eram irrigadas com água desviada de uma nascente. De modo seme­lhante, 800 quilômetros ao norte, na Ásia Menor, campos irrigados alimentavam a po­pulação de Satal Hüyük, um povoado que surgiu, em torno de 6500 a. C., junto a um campo de obsidiana, minério escuro e vítreo de origem vulcânica, empregado na fabri­cação de espelhos, joias e facas. Embora tanto Jericó quanto Satal Hüyük abrigassem milhares de habitantes, o futuro dessas localidades era restrito, pois sua sobrevivência baseava-se em um único e valioso produto, sem recursos agrícolas ou alternativos que favorecessem a expansão (McNEILL et alli, 1989, p. 9/10).
A possibilidade de utilização do bronze para a manufatura de variados tipos de ferramentas muito mais resistentes, como o machado e o martelo, deu início a uma era de grandes transformações sociais e tecnológicas. Este período histórico foi tão impor­tante para o desenvolvimento da sociedade humana, que o tempo compreendido de 3000 a.C. até meados de 1500 a.C., tornou-se conhecido como a Idade do Bronze e é utilizado por historiadores para dividir a história da pré-história (Klein, 2000). 
Fonte: FERNANDES, Carlos. “Microdrenagem, Um estudo inicial”, DEC/CTRN/UFCG, 2010 

Momento lírico 104


MIMOSA
(Karl Fern)

Ela que caminhou tão faceira
Com seu cabelo esvoaçante
Gracioso andar bamboleante
Garbosa, mimosa e altaneira
Encantou a avenida inteira
Fez o mundo mais brilhante.

Ao menos por breve instante
Brindou-me com sua beleza
Seu castiço porte de nobreza
Corpo de mulher exuberante
Silhueta esbelta e insinuante
Prospecto de ingênua sutileza.

Assim tão linda e majestosa
Desfilou numa sutil viagem
Meus olhos viram sua imagem
Sumir numa esquina invejosa
Deixando minh’alma lacrimosa
Parecendo ter visto miragem.

Assim essa elegante donzela
Espalhou uma deliciosa lição
Mulher é o perfume da emoção
Pois sendo simplesmente bela
Naturalmente feminina e singela
Num átimo enfeitiça um coração!