terça-feira, 30 de outubro de 2012

Água Subterrânea na Idade Antiga

O emprego de águas subterrâneas é tão antigo como a história da civilização humana. Porém não há registros de estudos científicos acerca das águas subterrâneas, na idade antiga. Tudo era empírico e o desconhecimento técnico sobre as águas subterrâneas sobre sua origem e destino era total entre os antigos cientistas. Entre as muitas hipóteses errôneas tinha uma muito popular: acreditava-se que a água do mar era convertida em água potável através da infiltração.
Desde 5000 a.C. se encontra indícios de perfuração de poços na China. Nos dois mil anos seguintes muitas civilizações antigas fundamentavam-se nos amplos suprimentos de águas subterrâneas tão bem como nos de água superficial. Neste período também muitas civilizações declinaram por falta de água.
Cerca de 2.100 anos a.C., no fim da 11ª dinastia egípcia, um dos chefes do exército de Mentuhotep relatou a escavação de 14 poços por 3.000 homens. Quatro séculos depois, Senacharib usou polias para elevar a água de poços.
O poço de José, na cidade do Cairo, ficou conhecido pela perícia revelada na sua execução. Esse poço foi escavado em rocha sólida e em duas partes: a superior, com cerca de 50 m de profundidade e seção de 5,50 x 7,30 m e, a inferior, com cerca de 40 m de profundidade, perfazendo um total de 90 m. A água era levantada por caçambas sobre uma corrente sem fim. As caçambas do poço inferior eram acionadas por muares que se moviam numa câmara no fundo do poço superior.
Datam de cerca de 800 anos a.C. a construção de túneis e poços escavados em várias partes do mundo. Os persas construíram túneis e poços para atingirem os aquíferos, enquanto que os egípcios e chineses estavam bastante familiarizados com métodos de escavação para obter água do subsolo.
As primeiras ideias sobre o ciclo hodrológico foram formuladas pelo filosófo grego Anaxágoras (500 a 428 a.C.) que suspeitou da relação entre a precipitação e a recarga dos mananciais subterrâneos. Depois foi Aristóteles (384 a 322 a.C.) que teceu as primeiras noções corretas sobre o ciclo hidrológico, ou seja, que a água evaporava dos oceanos, formava nuvens, caía como chuva e parte dela infiltrava no terrreno, indo acumular no subsolo.