sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Água subterrâneas x Águas de superfície

Para quem mora em áreas onde não existe abastecimento público de água, aqui vamos mostrar as comparações entre ambas. São águas subterrâneas as de poços escavados, cacimbas e cacimbões. São ditas águas de superfície são as águas de córregos, rios, lagoas, açudes, barragens etc.
Em princípio, todas as águas de superfície devem ser consideradas como águas suspeitas e devem ser tomadas todas as precauções possíveis do ponto de vista sanitário, quanto ao aproveitamento das águas de superfície como manancial.
As  fontes de água subterrâneas devem ficar afastadas pelo menos 40 metros de pontos de contaminação como currais, fossas, sumidouros e canaletas de água superficiais.
Água subterrâneas
   As principais vantagens da utilização de águas subterrâneas são:
-     normalmente apresentam boa qualidade para consumo humano, a não ser em locais, onde haja excesso de minerais, principalmente sais "debaixo da terra" por onde a água "passa" até chegar ao local onde é retirada;
-     é fácil de ser encontrada, principalmente em terrenos arenosos, embora nem sempre na quantidade total necessária;
-     em geral requer menos gastos para as instalações de retirada;
-     tem menos chances de contaminação, principalmente as mais profundas; 
-     permite melhor controle sobre a área onde a água vai ser retirada diminuindo também as chances de contaminação.
Águas da superfície
   Sua escolha como manancial de um sistema de abastecimento de água de uma comunidade, depende de alguns cuidados que devemos levar em conta. São eles:    
-     ponto de tomada livre de focos de poluição (seguindo a correnteza ou os ventos, antes da entrada de esgotamentos, locais de lavagens, mangas de gado, etc.);
-     a utilização de crivos, grades e caixa de areia para proteção das bombas contra pancadas e entradas de corpos flutuantes (coisas que boiam), peixes, folhas, garranchos etc;
-     localização da tomada, sempre que possível, afastada das margens do manancial.

Tratamento de esgotos sanitários - ETEs

Ao contrário do que ocorria no passado, a poluição hoje é vista como nociva para todos e, com isso, os cuidados com ela também merecem destaque! Assim os investimentos na área de saneamento e meio ambiente, além de serem exigidos pela legislação, trazem inúmeros benefícios a saúde preventiva da população e até financeiros quando instalados e operados com tecnologia adequada ao empreendimento.
Chama-se de ETE - Estação de Tratamento de Esgoto - a unidade operacional do sistema de esgotamento sanitário* que através de processos físicos, químicos ou biológicos removem as cargas poluentes do esgoto, devolvendo ao ambiente o líquido final tratado, em conformidade com os padrões exigidos pela legislação ambiental.
O local de uma ETE tem de ser estrategicamente escolhido, de modo que ela fique isolada do contato da população e seu efluente possa ser reutilizado com segurança ou lançado na natureza sem prejuízo ao meio ambiente local.
Os principais tipos de ETE’s são as que operam com as seguintes tecnologias:
1 - Lagoas de estabilização (para locais onde há disponibilidade de grandes áreas);
2 - Lodos ativados (para locais onde os espaços são pequenos ou terrenos muito caros);
3 - Filtros biológicos aerados;
4 - Biodiscos (locais onde a energia é barata);
5 - Sistemas individuais (descentralizados e bom para geração de pequenas quantidades de energia);
6 - Reator Anaeróbio de Manto de Lodo - Reatores anaeróbios de fluxo ascendente, RAFA ou UASB (bom para pequenos volumes e locais sujeitos a inundações).
Vários fatores influem na escolha do tipo de processo de tratamento a ser empregado em cada caso. Não existe um tratamento mais eficiente que outro nem um mais barato: EXISTE O MAIS CONVENIENTE! O importante é definir a tecnologia mais adequada à realidade regional, tendo como base princípios de sustentabilidade, procurando harmonizar os pontos de vistas econômico, social e ecológico.

* Chama-se de sanitário o esgoto de origem doméstica (pias, lavatórios, sanitários, banhos etc)