terça-feira, 23 de outubro de 2012

24 de outubro: Dia da ONU

O dia 24 de outubro é o dia da Organização das Nações Unidas - ONU, porque foi exatamente nessa data, no ano de 1945, que ela foi oficialmente criada.
Depois do fim da II Guerra Mundial, foi realizada, em São Francisco (EUA), a Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional, com a presença de 50 países, inclusive o Brasil. Desse encontro, resultou um documento chamado Carta das Nações Unidas, assinado por todos os países participantes, que se comprometiam a manter a paz, defender os direitos humanos e as liberdades fundamen-tais, além de promover o desenvolvimento dos países no mundo todo. Na verdade, ela veio substituir a Liga das Nações, que havia surgido no final da Primeira Guerra Mundial, com finalidade parecida.
Com a adição de Sudão do Sul em 14 de Julho de 2011, atualmente a ONU conta com 193 países membros das Nações Unidas, incluindo todos os Estados independentes plenamente reconhecidos, além da Cidade do Vaticano, que tem o estatuto de observador. A sede principal da ONU fica na cidade de Nova Iorque (foto) e seus representantes definem, através de reuniões constantes, leis e projetos sobre temas políticos, administrativos e diplomáticos internacionais. A ONU está dividida em vários organismos administrativos como, por exemplo, Corte Internacional de Justiça, Conselho Econômico e Social, Assembleia Geral entre outros.
A paz e a segurança são os objetivos principais em todas as suas iniciativas. Uma prova disso foi que, em 1988, as forças de manutenção de paz das Nações Unidas ganharam o Prêmio Nobel da Paz, pelo seu empenho em preservar a harmonia entre os povos. As línguas oficiais da ONU são inglês, francês, russo, mandarim, espanhol e árabe e é mantida através de contribuições financeiras feitas pelos países membros. Os países que mais contribuem são: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

Datas: Saneamento público na Antiguidade

4000 a.C. – Algumas cidades descritas pelos historiadores já possuíam infra-estrutura sanitária.
4000 a.C. – Utilização de sistemas de irrigação na Mesopotâmia.
3750 a.C. – Construção da galeria da cidade de Nipur, Índia.
3200 a.C. – Utilização de sistemas de água e drenagem no Vale dos Hindus.
2750 a.C. – Utilização de tubulação de cobre no palácio do faraó Chéops.
2600 a.C. – Construção de condutos subterrâneos para a deposição das águas servidas ao longo de Tel-Asmar, próximo a cidade de Bagdá. Por esse ápoca já existiam reservatórios de terra e a utilização de captação subterrânea, pelos povos orientais.
2000 a.C. – Utilização de sulfato de alumínio na clarificação da água pelos egípcios.
2100 a.C. a 1700 a.C.– Execução de sistemas de drenagem em mármore na cidade de Kahum, Índia.
2000 a.C. – escritos em sânscrito sobre a água de beber – armazenamento em vasos de cobre, filtração através de carvão, purificação através de fervura ao fogo, aquecimento ao sol ou introdução de uma barra de ferro aquecida na massa líquida, seguida por filtração através de areia e cascalho grosso.
1500 a.C. – Utilização da decantação da água pelos egípcios.
1000 a.C. – Identificação, por estudos paleontólogos em ruínas egípcias, da existência de doenças como esquistossomose, a poliomielite e a tuberculose, em formas semelhantes às manifestadas na atualidade.
Séculos V e IV a.C. – O corpo hipocrático (*) – obra contendo registros sobre descrições clínicas de enfermidades como caxumba, bócio, resfriados, pneumonias e febres maláricas. Um de seus livros, Dos ares, águas e lugares, destaca-se por ser a primeira obra a relacionar fatores do meio físico e a ocorrência de doenças. Descreve a importância das técnicas de filtração e a fervura da água. Os termos endemia e epidemia já eram utilizados pelos autores.
Séculos VII a.C. e IV d.C. – Império Romano – nesse período Roma era abastecida por um sistema de 11 aquedutos, perfazendo um total de 422 km de extensão. O consumo de água era de 100l/hab.dia.
Século VI a.C. – Implantação, entre os montes Palatinos e Aventino, Roma, de drenos subterrâneos para drenagem das águas de infiltração e para a coleta de esgotos. O coletor tronco desse canal denominou-se Cloaca Máxima, que permanece ativa ainda na atualidade.
Séculos IV a.C. – Construção de um sistema de drenagem nos pântanos das Paludes Pontinas, ocupando uma área de 1200km² ao longo dos 17km de extensão da Via Ápia, Roma.
(*) Hipócrates (460 -377 a. C.)  Famoso médico grego de Kós, uma das ilhas do arquipélago de Dodecaneso, na Grécia atual, extremo sul do Mar Egeu, sudoeste da Turquia, figura símbolo da medicina na antiguidade (Ver Só Biografias).

Fonte: FERNANDES, C. – Esgotos Sanitários, Ed. UFCG, João Pessoa, Paraíba, 1999