sábado, 13 de outubro de 2012

Momento lírico 81

  
POEMINHAS - II
(Karl Fern)

CUIDADO
Sendo tão bom uma amizade
Por que as pessoas brigam
As vezes também se intrigam
Até chegam às vias de fato
Vítimas do discurso insensato
De um candidato safado
Que com seu nome votado
Tem seu cargo preferido
Depois se faz de esquecido
E deixa o eleitor desprezado!

POUPE-ME
Não sou um habilidoso violeiro
Muito menos poeta do improviso
Quando por acaso isso for preciso
Posso até dar minhas estocadas
Se alguém acha-las equivocadas
Ensine-me a fazer coisa melhor
Mas não pense que sou “brocoió”
Pra ter tempo de ouvir besteiras
Pois de conversa mole e asneiras
Já estou completo até o gogó!

OS REIS DO NADA!
Há pessoas que não se importam
Com o que fazem ou se comportam
Pensam ser os donos da verdade
Deus do céu tenha dó e piedade
Dessas almas tão pobres e imbecis
Marmotas ignorantes e almas vis
Até parece que cada dia tem mais
Não sabem respeitar os demais
Acham-se os reis da cocada preta.
Ora, vão encher a boca de chupeta,
“Hômi, esqueça agora que me viu”
E vá direto para a ponte que caiu!

O DITADO
Nesse mundo nem tudo são flores
Reza um antigo e feliz ditado
Não adianta permanecer desolado
Nem ficar curtindo dissabores
Se é nos nossos maiores amores
Que vamos ao paraíso encantado
Sentimos o prazer de ser amado
E degustamos os melhores sabores
Não há porque cultuar temores,
Quando o mal pode ser derrotado!