quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Desafio dos poetas II: “As promessas”


Este é mais um trabalho do conterrâneo “PRIMO POETA” que organizou esse segundo desafio entre os poetas jardinenses e enviou-o para o Blog PROFESSOR CARLOS FERNANDES publica-lo em primeira mão!
 MOTE: NAS PROMESSAS DE HENRIQUE / DE JOÃO MAIA E JOCIMAR

 
AMAZAN:
Posso até crer na figura
De um Saci Pererê
Mas aqui o que se vê
É uma ilusão pura
O prefeito reza e jura
Que a coisa vai melhorar
Mas não posso confiar
Em jogo que tem trambique
Nas promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar.

PRIMO:
Pagou caro para ter
Uma oportunidade
E por irresponsabilidade
Pensou em se promover
Se não fez por merecer
Chega a hora de deixar
Não dá para acreditar
Em conversa do Cacique
Nas promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar.

BRAZ:
No pingo do meio dia
Já começa seu discurso
Promete trazer recurso
Mais é tudo fantasia.
Mim meti nessa ousadia
E a fome quis me matar
Eu só tinha pra jantar
Um caldo de xique-xique
As promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar.

KARL FERN:
Esse pessoal mente demais,
Pra eles não há medida
Fizeram isso toda vida
E não vão sentir jamais
Um monte de asneiras a mais
Não vai lhes incomodar
Eu é que não vou mudar
Pois não sinto nada chique
Nas promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar.

MAGO:
Joga-se no sanitário
As mentiras desses três
Ninguém quer ficar freguês
O povo não é otário
Isso é conto de vigário
Para a todos enganar
Você tem que eliminar
Tudo o que lhe prejudique
As promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar. 

CABORÉ dos Currais Novos:
Quem tem o dom de mentir
Procura encontrar um meio
De prometer o alheio
Sem o dono permitir
O pior está pra vir
Não perdes por esperar
Esta carga vai tombar
E não tem corda que estique
Nas promessas de Henrique
De João Mais e Jocimar. 

BIU do Zangarelhas:
Fez pesquisa de proveta
Bastante tendenciosa
Nesta consulta sebosa
Ele viu a coisa preta
Na casa de Anchieta
O rádio não quer falar
Sem poder sintonizar
Carranca deu um chilique
Com as promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar. 

S.M.A:
Estou certo e convencido
Que vamos vencer a guerra
Bacurau já grita e berra
Se sentindo abatido
Forte o grande alarido
Muitas mentiras no ar
Temos que trancafiar
Em casa de pau-a-pique
As promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar.

SILVANO:
Vou dar minha punição
Para essa criatura
Acusada de tortura,
Calote e corrupção.
Vou ganhar a eleição
Pra depois lhe expulsar
Se o bispo concordar
Vai rezar em Moçambique
Com as promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar.

O.D.FILHO:
Pedi para o criador
Não mudar minha vontade
Eu sou da melhor idade
Na campanha do Cantor
Este padre opositor
Nasceu para enganar
Se Milicas não virar
Vai ganhar um alambique
Nas promessas de Henrique
De João Maia e Jocimar.

Momento lírico 71

COMO É BOM TER SAUDADE!
(Karl Fern)

Todo mundo tem saudade
De um amor ainda recente
Ela invade a alma da gente
Angustiante e sem piedade
Pra quem gosta de verdade
É um sentimento pungente.

Em um coração que sente
Uma insaciável vontade
Uma eterna ansiedade
Revolvendo a ansiosa mente
Por uma pessoa ausente
Presente com intensidade.

Melancolia da necessidade
Recordação suave e aflitiva
Personificação da imagem viva
Faz refém da incapacidade.
Do sentir da impossibilidade
Preso a uma nostalgia cativa.

Sem uma lógica justificativa
Que aquiete o imo indomável
Um frenesi interminável
Uma realidade passiva
Uma fogueira interna ativa
Mantendo uma dor afável.

Em quem ama é inevitável
Torturante e sem crueldade
Envolvente na sensibilidade
Lembrança gostosa e saudável
Um sentimento inquebrável
De indescritível suavidade.

Entre suspiros de ansiedade
É um bom sofrer sozinho
Uma forma de carinho
É o “conhecer” a felicidade
Como é bom ter saudade
Nem que seja só um tiquinho.