quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Como salvar de um engasgo

Ninguém deseja passar pela situação em que a vida de alguém dependa de uma ação sua. Mas, como não podemos prever se isso vai ou não acontecer, nada melhor do que estar preparado.
Uma dessas situações, a que qualquer um está sujeito e a qualquer momento, é o engasgo. Um pedaço de alimento mal mastigado ou engolido de forma inadequada, acidentes com objetos e até mesmo secreções, como catarro, podem obstruir as vias respiratórias e ficar preso na garganta, causando asfixia e podendo levar à morte em poucos minutos. O que fazer?
Para esta situação existe uma técnica denominada de “Manobra de Heimlich”. Ela foi descrita em 1974 pelo médico estadunidense Henry Heimlich, nascido em Wilmington, Delaware (1920), sendo reconhecida pela Cruz Vermelha e difundida mundialmente.
A técnica consiste em se induzir uma tosse artificial que expele o objeto que esteja bloqueando a respiração da vítima, pois a pressão exercida pela mão sobre final do diafragma, comprime os pulmões e empurra o objeto estranho para fora da traquéia.
Aprenda agora mesmo esse procedimento, que pode salvar vidas, observando a figura esquemática abaixo.

Humor - O "causo" da viagem do navio


            O grande Ariano Suassuna definiu certa vez, em uma palestra aqui em Campina Grande, que um grande escritor nada mais é que um competente mentiroso profissional (basta assistir seu Alto da Compadecida para confirmar esta definição na sua forma mais debochada!) e nesta mesma palestra ele largou esta:
           Lá pelos idos anos 40 do século passado, um conhecido dele lá das bandas de Taperoá, curioso, pede para o seu compadre contar como foi sua viagem de navio de João Pessoa para o Rio de Janeiro. O amigo não se fez de rogado e relatou:
            - Cumpade, Eu num lhe conto! Nessa viagem de ida pro Rie de Janeiro, a pior situação foi quando o navio incaiou nas costa da Bahia e eu num conseguia nem abrir a porta do camarote (já mentiu pois camarote era coisa para rico!) nem sair pela jinela (vigia). Então eu me lembrei qui levava uns vrido de brilhantina glostora na mala (naquele tempo era o máximo!), abrii eles, tirei a roupa toda do corpo e me lambuzei todo e aí eu conseguii escorregar pela jinela e cair no mar. De repente apareceu um tubarão na minha frente! Aí eu tirei minha pexêra da cintura...
            O compadre, estranhando interrompeu: - Peraí Cumpade! Você num disse qui tava nu!?
            O viajante, pego no contra-pé, perguntou irritado: - Cumpade! Você quer saber da histora ou quer discutir?! Num conto mais. Pronto!” E foi embora...

Momento lírico 59

O RETIRANTE
(Karl Fern)

Segue a pé o solitário retirante
Pensativo caminha pela estrada
Cabisbaixo sem esperar mais nada
Tendo a fome por sua companheira
Subvivendo de qualquer maneira
Em uma aventura desnaturada.

Calado e sisudo em sua caminhada
Na mente banalidades confusas
Em volta apenas paisagens difusas
Vazias e acuadas no sol inclemente
E sua maculada sina de vivente
Vai vagando como almas intrusas.

Vítima de uma sociedade obtusa
Sem chances e desesperançado
Seu futuro nada tem de planejado
Caminha sobre o asfalto sinuoso
Aquecido pelo sol forte e impiedoso
Roto chapéu, de suor encharcado.

Cena cruel de um mundo obscuro,
Sob seca voraz e calor escaldante
Faz-me pensar por algum instante
Poderia ser eu um igual sofredor,
O destino me livrou desse horror
Sorte omissa pra o tal caminhante.

Assim vive o predestinado errante
Humilhado por força dos poderosos
Hipócritas da fé, egoístas mentirosos!
Campeões da injustiça e da maldade
Massacram humildes sem piedade
Insaciáveis, vis, frios e gananciosos.

Salve seu dente

Fonte: (Enviado pelo amigo odontólogo OSVALDO ESTÊVAM)