terça-feira, 5 de junho de 2012

Momento lírico 27



ISSO TUDO DÁ SAUDADE!
 (Karl Fern)

Saudades eu tenho tido
Dos encontros em segredo
De te amar escondido
De reviver nosso enredo!

Saudade do beijo na escada,
Do cheirinho no pescoço,
Do buscar da mão safada
Colocando-me em alvoroço.

Do seu abraço apertado
Subindo batente a batente,
Do seu roçar encostado
Medrando o desejo latente.

Do beijo mais generoso
No último degrau vencido,
Do seu jeitinho dengoso
No hall meio escurecido.

Da impaciente espera
Para abrir aquela porta,
Do coração que acelera
Por tudo que me importa.

Da visão da antessala,
Daquele sofá encantado,
Sentar nele e abraçá-la
Curtindo-a ao meu lado.

De admirar o seu rosto
Enchendo-me de devoção
E “pentear” seus cabelos
Eivando-me de emoção.

Das bobagens ditas e ouvidas,
Da tua boca sorridente
Buscando-me atrevida,
Expondo sua língua quente.

Dos seus beijos ardentes
Em meio a juras amorosas,
Tantas promessas “calientes”
Entre frases carinhosas.


De vê-la retirando a blusa
Polidamente e devagarinho
Desnudando minha musa
Poema de ternura e carinho.

De sugar seus lindos seios
Com meus lábios molhados
Visão de êxtase e devaneios
Com olhos semicerrados.

Desses volumes deliciosos
Da mais pura perfeição
Excitantes, esplendorosos
Sob batimentos do coração.

De tocar seu ventre excitante
De deliciosa suavidade
Esbelto, sensual, provocante,
Digno de helênica deidade.

De deslizar os meus dedos
Em pernas nobres como ouro
Ladeando o mais doce segredo
Seu mais perfeito tesouro.

Da minha caixinha mimosa
Objeto de desejo supremo
Obra de arte preciosa
Fonte do delírio extremo.

De adentrar o túnel amado
Com movimentos de prazer
Ontem sonho consumado
Hoje ansiando por refazer.

Do prazer em me amar
Consentir ser invadida
E no fundo desse altar
Receber o sumo da vida.

De fitar essa majestade
Sorrindo e feliz da vida,
Lasciva, radiante, à vontade
Sussurrante e seduzida.

Dos nossos corpos suados
Repletos de felicidade
Respirando extenuados
ISSO TUDO DÁ SAUDADE!

Momento lírico 26


O AMOR
(Karl Fern

O amor é um sentimento arteiro
Perfeito quando correspondido
Seja lógico ou incompreendido
Interessa somente aos parceiros
Não cabe espaço pra terceiros
Numa história de amor metidos.

Sobrepõe-se a todos os sentidos
Amor sincero qualquer um merece
Na felicidade a autoestima cresce
Dores e espinhos são esquecidos
Esperanças agitam os envolvidos
Agruras da vida cada um esquece.

Alegria de viver que permanece
Motivos pra construir uma história
Amantes não se perdem da memória
Distância do ser amado entristece
Uma fixa imagem se estabelece
Parece tecer permanente glória.

No amor não interessa escapatória
Importa é se viver fortes emoções
Intensificam-se atos de seduções
Parece que toda ação é provisória
Inexiste mais linda e humana vitória
A união de apaixonados corações

Nova ortografia - Lição 04

1 - Não se usa mais
Caiu o acento agudo no “u” tônico dos hiatos das flexões do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir, a saber: (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem. Antes se escrevia argúis, (ele) argúi, (eles) argúem
2. Acentuado ou não – “Opicional”
Há uma variação entre os diversos países na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc.
Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Estes verbos se forem pronunciadas com a ou i tônicos, então devem ser acentuadas.
Exemplo: No caso do verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem é tão correto como enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. Aqui a pronúncia de “enxaguo”, por exemplo, é [en-xa-gú-o]
No Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.
Colaboração: Professora Lucena Fernandes