domingo, 20 de maio de 2012

Momento lírico 20

SEM RUMO
(Karl Fern)

Percorro um caminho sinuoso e incerto
Sem rumo traçado e temerário destino
Nem sinto o que me ronda por perto
Para um horizonte seguro não atino.

Meu céu não tem fulgurantes estrelas
O sol que antes brilhava firme e forte
Difunde mechas de luzes vermelhas
Que parecem escurecer a minha sorte

Meu futuro consta sem perfil formado
Não consigo encontrar um porto certo
Sou vento de tempo quente, solto, areado
Um sopro disperso em um campo aberto.

O passado perdeu-se nos anais da vida
O presente confunde-se em vago sentido
E um futuro sem uma meta prometida
Deverei ser mais um pelo mundo sumido.

Lembranças posso as ter e talvez muitas
São ótimas, boas e outras nem tanto,
Algumas importantes e até que fortuitas
Sigo relegando-as amiúde por enquanto.

Vou me afastando dos desvios do passado
Sem plano futuro, sobrevivendo ao que vier
Tentando não sucumbir desesperado
Confiando alcançar até onde Deus quiser.

Forçado a continuar maltrapilho, perdido
Enquanto vivendo como um desgraçado
Em meu lamento solitário, entristecido
Carrego uma cruz como um predestinado

Ninguém nasce, creio, pra ser crucificado
Todos merecem conhecer a felicidade
Mas a sociedade eivada pelo pecado
Nega a uns de nós essa oportunidade.

O destino assim quis se é que ele existe
Se mereço não aceito, condenado ao léu
Se a ventura é ser continuamente triste
Rogo esperançoso a eternidade no céu.

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