domingo, 30 de setembro de 2012

Biografias de brasileiras - 04

Bárbara Pereira de Alencar (1760 - 1832)
Revolucionária brasileira nascida na fazenda Caiçara de propriedade de seu avô Leonel Alencar Rego, patriarca da família Alencar, antiga freguesia de Cabrobó e atualmente no município de Exu, interior do Estado de Pernambuco, que participou ativamente, já viúva, de movimentos militares como a Revolução Pernambucana (1817) e da Confederação do Equador (1824) e considerada localmente como a primeira prisioneira política da História do Brasil. A primeira guerrra, também conhecida como Revolução dos Padres, fomentada pela crise econômica regional, combatia o absolutismo monárquico português e a influência das ideias Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas. A segunda (1824), foi um movimento de caráter emancipacionista e republicano no Nordeste do Brasil em reação a política absolutista e centralizadora preconizada pela primeira Constituição do Império (1824).
Filha de Joaquim Pereira de Alencar e de Teodora Rodrigues da Conceição, casou-se (1782) com o capitão e comerciante português, José Gonçalves do Santos ( ?-1805) e mudou-se para a fazenda Salamanca, próxima da então para a Vila do Crato, na região do Cariri do Ceará. Tornou-se mãe de quatro filhos, entre eles os também revolucionários Tristão Gonçalves de Alencar Araripe (1789-1824) e José Martiniano Pereira de Alencar (1794-1860), este pai do famoso jornalista, político, romancista e dramaturgo brasileiro, o escritor José Martiniano de Alencar (1829-1877), e de uma filha apenas conhecida como Joaquina Maria de São José.
Durante a Revolução Pernambucana, esteve detida em uma das celas da Fortaleza de Nossa Senhora do Assunção, e assim passou a história como a primeira prisioneira política da História do Brasil (in: Passeio pela História do Ceará. Rio de Janeiro: O Globo, 30 de agosto de 2001. p. 20). A heroína do Crato morreu viúva, aos 72 anos, depois de várias peregrinações em fuga da perseguição política, na Fazenda Alecrim, no hoje município piauiense de Fronteiras, mas foi sepultada foi sepultada no interior da pequena igreja de Nossa Senhora do Rosário, no distrito de Itaguá, a 10 quilômetros da sede de Campos Sales, Ceará.
Postumamente, séculos depois, tem recebido as devidas homenagens por suas lutas. Foi lançada pelo Centro Cultural Bárbara de Alencar (11/02/2005) a Medalha Bárbara de Alencar, para premiar anualmente, três mulheres, sempre no dia 11 de fevereiro, por suas ações junto a sociedade. O centro administrativo do Governo do Ceará foi batizado de Centro Administrativo Bárbara de Alencar. Também foi erigida uma estátua da heroína na Praça da Medianeira na Avenida Heráclito Graça próxima ao Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza. (Com a colaboração da historiadora Isabel Aguiar: www.profisabelaguiar.blogspot.com).
Fonte: SÓ BIOGRAFIAS (http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/BarbPlen.html)

sábado, 29 de setembro de 2012

Momento lírico 75

UM SÍMBOLO DE INFÂNCIA
(Karl Fern)

Fui crescendo venerando a imponência dela
Na linha do horizonte harmônica e majestosa
Encenando atingir o céu, radiante e poderosa
Compondo parte de uma universal aquarela
Jamais mirei outra mais nobre e tão bela
De um misticismo simbolista e mui poético
Com o seu topo enigmático, reto e estético
Muito me encantava quando ali fui criança
Como se dissesse tenha sempre na lembrança
Que na natureza tudo é perfeito e profético!

Solitária alçava-se como um grande altar
Referência percebida de todos os recantos
Ostentando-se vaidosa com seus encantos
Na sua forma aparentava querer me abraçar
Mas tão distante não conseguia me alcançar
Hoje recordo como sentindo aquele abraço
Como se tivesse me abrigado eu seu regaço
Acalentando-me nas horas que estive triste
Sentindo-a contar estou cá porque Deus existe!
Está comigo, está contigo e em todo o espaço!

Este poema não vai flutuar entre obras-primas
Infelizmente não tenho um cacife para tal
Mas tento manifestar um sentimento real
Nesta modesta forma de versos e rimas
De modo expor minhas mais nobres estimas
Para essa figura pra mim mais que mimosa
Colírio de muitos, pra quem conhece formosa
Um monumento natural, esplêndido e terno
Símbolo de São Roque, rincão de amor eterno
Falo da inesquecível e imutável Serra da Raposa!

Amizade x Política

LEMBRE-SE:
Amizade é uma coisa difícil de se construir, mas ninguém vive sem amigos.
E uma vez a confiança perdida, ela é irrecuperável!

Fonte: FACEBOOK

Utilidade pública

Fonte: FACEBOOK

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Receitas de Aparecida – 12

BOLO DE CHOCOLATE MOLHADINHO
Ingredientes:
- 2 xícaras de farinha de trigo;
- 2 xícaras de açúcar;
- 1 xícara de leite;
- 6 colheres de sopa cheias de chocolate em pó;
- 1 colher de sopa de fermento em pó;
- 6 ovos.
Modo de preparo:
Bata as claras em neve, acrescente as gemas e bate novamente. Coloque o açúcar e bata outra vez. Coloque a farinha, o chocolate em pó, o fermento, o leite e bata novamente. Em seguida você deve untar um tabuleiro e colocar para assar por aproximadamente 40 minutos em forno médio. Enquanto o bolo assa, faça a cobertura com 2 colheres de chocolate em pó, 1 colher de margarina e meio copo de leite. Em seguida leve ao fogo até começar a ferver. Distribua a cobertura quente sobre o bolo já assado. É só saborear!
Fonte: ARAÚJO, M. A. – “Um prato diferente em seu final de semana”, Gráfica Villar, Parelhas, RN, 2011.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Momento lírico 74


QUADRINHAS QUASE INÉDITAS
(Karl Fern)

I
“Pra sempre” é algo muito distante
“Pra hoje” pode ser muito perto
“Pra ontem” é uma ordem irritante
Todo exagero tem futuro incerto.

II 
Um poeta quando chora
Sente uma dor diferente
Nas suas rimas ele implora
Suas lágrimas doem na gente

III
Saudades das intimidades,
Saudades do seu carinho,
Como é bom ter saudades,
Nem que seja só um pouquinho!

IV
Sendo criaturas especiais
Todas as mulheres são belas
Sorte que não sendo iguais
Tocou-me a mais linda delas!

V
Na vida temos prazeres e brilhos
Somos como uma eterna revista
Mas nada se compara a conquista
Da mãe de nossos futuros filhos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Contratos online

      O comércio via web cresce cada vez mais. Devemos ficar atento aos contratos pela internet para evitar dores de cabeça! Aqui apresentamos uma lita de conselhos úteis!
1.       CAIXA ALTA:
Muitos termos de uso trazem trechos em letras maiúsculas, que explicam as restrições impostas aos usuários. Dedicar atenção especial a eles.
2.       ADESÃO:
Ler antes esses termos antes de aderir ao serviço, por mais longo que seja o texto. Quanto mais se ler esses textos, mais acostumados ficamos com as expressões.
3.       POLÍTICA DE PRIVACIDADE:
Prestar atenção às clausulas que falam do destino de informações como dados pessoais. Redes sociais devem deixar claro se os dados serão armazenados e/ou repassados.
4.       EXERCITE LEITURA DINÂMICA:
Quanto mais termos de uso se conhecer, mais rápido se perceberá a semelhança entre eles e identificar quais pontos que precisam atenção.
5.       TERMOS DE USO:
Os termos de uso estão sujeitos a mudanças mesmo depois de terem sido “lidos e concordados”. É obrigatório que sejam comunicados claramente quando e quais mudanças foram feitas. O consumidor deve enviar uma cópia dos termos de uso para seu e-mail ou entrar no site pra reler com calma o texto.
6.       RESPONSABILIDADE DE CONDUTA DO CONSUMIDOR:
Estas são cláusulas em que a empresa esclarece como ela espera que o consumidor utilize o serviço e quais as “obrigações” desse consumidor.
Fonte: ISTOÉ (22/Ago/2012-/Ano 36_Nº2232 – pág98/99)

Momento lírico 73

(Escombros da última casa) 

MEU VELHO SÃO ROQUE QUERIDO /
VOCÊ ESTÁ MUDADO DEMAIS!
(Karl Fern)

Pra reviver meus anos infantes
Decidi por visitar novamente
Pra reencontrar tão somente
Paisagens que me foram marcantes
Revendo locais importantes
Num passado feliz e bom demais
Onde vivi tempos especiais
O que vi não achei divertido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

Do casarão vistoso e pioneiro
Nem rastro se pode encontrar
Não tive nem como localizar
Deram fim ao seu juazeiro
Sumiram com seu tamarineiro
Do terreiro não há marcas reais
E aqueles alpendres e umbrais
Tudo está desaparecido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

Não vi o pequeno barreiro
Nem o pé de manga maranhão
Das pinheiras sobrou nada não
Não há mais cacimba no riacho.
O trapiazeiro cansado sem cacho.
E aqueles vastos carnaubais
Ao lado dos belos coqueirais
Tudo isso foi consumido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

E daquelas frondosas fruteiras
Nem se nota onde elas ficavam
Ervas daninhas se mostravam
Cobrindo aquelas barreiras
Onde floresciam goiabeiras
Delas não se vêm nem sinais
Daquelas árvores colossais
Apenas um cajueiro carcomido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

E da famosa manga de gado
Onde água nunca faltava
Mesmo na seca se encontrava
O líquido pra o gado beber
Que com sede descia a correr.
E surgindo dos amplos matagais
Vinham inúmeros animais
Ali nada parece ter existido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

Do meu saudoso ranchinho
Feito de paredes de taipa
Coberto como uma lapa
Como a que nasceu Jesus
Juro pensei botar uma cruz
Marcando onde eram os currais
Só que já não há mais juremais
Pra se cortar um pau comprido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

A vazante do açude antigo
De fartura de melões e melancias
Hoje só vemos terras vazias
Como a pagar enorme castigo
Sem lugar para um abrigo
Para alguns poucos animais
Que pastam restos de capinzais
Quanto terreno fértil perdido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

Que dizer dos seus roçados
A capoeira tomou conta
Até parece uma afronta
Tantos chãos abandonados
Ao descaso relegados
As maltratadas mangueiras
Barrancas com bananeiras
Tudo isso foi esquecido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

E a deliciosa cachoeira
Já perto do açude novo
Onde quando chovia o povo
Ia pegar peixe e tomar banho
E num descuido sem tamanho
Tudo que foi dos meus pais
Hoje não se encontra mais!
Só saudades do desaparecido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

Da última casa que moramos
Algumas paredes restam
Os seus escombros atestam
A tristeza que deparamos
E quando entrar neles tentamos
Logo corremos pra trás
Pois maribondos infernais
Tornaram o passeio interrompido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!

Por fim o que ainda resta
São alguns velhos amigos
Profundamente agradecidos
Por nossa voluntária visita
E na paisagem, ainda bonita,
A Serra da Raposa é um cais
Imutável nas paisagens atuais
Ao menos um horizonte mantido
Meu velho São Roque querido
Você está mudado demais!


(Serra da Raposa)


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Biografias de brasileiras - 03

Ana Maria Ribeiro da Silva, dita Anita Garibaldi (1821 - 1849)
Guerrilheira brasileira nascida em Morrinhos, então município de Laguna, Estado de Santa Catarina, que por ter participado de lutas políticas no Brasil e na Itália, foi denominada de heroína de dois mundos.
De origem simples, era casada com um sapateiro quando se apaixonou pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, que lutava pela Revolução Farroupilha. Tomou parte em várias batalhas e mostrou em todas elas coragem exemplar. Depois de ser capturada na batalha de Curitibanos (1839), conseguiu fugir e atravessou a nado o rio Canoas, para se encontrar com Garibaldi em Vacaria.
Casou-se com ele no Uruguai (1842) e em seguida mudou-se para a Itália, onde lutou ao lado do marido pela unificação do país. Em episódios como a batalha do Gianicolo, deu novas demonstrações de bravura. Durante a fuga de Roma, vestida de soldado, adoeceu em Orvieto e, a caminho da Suíça, faleceu perto de Ravenna, com apenas 28 anos.
Tem seu nome lembrado em dois municípios do Estado de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis.
Fonte: SÓ BIOGRAFIAS - http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/AnitGari.html

Momento lírico 72


ERA TUDO MESMO ASSIM / NO SERTÃO DO SERIDÓ
(Karl Fern)

Nos meus tempos de criança
Tudo era bem diferente
O dia a dia da gente
Hoje me vem na lembrança
Havia muito mais confiança
Se podia até viver só
Não havia tanto quiprocó
Tinha menos gente ruim
Era tudo mesmo assim,
No sertão do Seridó.

Tinha cerca de pedra inteira
De pinhão e de xique-xique
Os currais de pau-a-pique
E de vara de marmeleiro
Que era boa pra chiqueiro
Com estaca de pereiro sem nó
Amarrada com forte cipó
Mourão de angico sem cupim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

Tinha passadiço com certeza
Pra sobre a cerca se passar
Ou porteira pra não fechar
Por preguiça ou safadeza
E depois mangar da brabeza
Do dono daquele cafundó
Que não valia nem um bozó
Mas dono de terras sem fim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

A água de cacimba cavada
Na areia do rio ou do riacho
Que ficava num ponto baixo
Num galão era carregada
Subindo uma ladeira danada
Em casa valia ouro em pó
No pote ou vasilha maior
Pra ir gastando de “pouquim”
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

As vezes tinha água barrada
Com a lama dando na canela
E se tivesse alguma suvela
Que pudesse ser pescada
Logo mais seria assada
Numa trempe sem nenhuma dó
Junta com um preá ou mocó
Num fogo atiçado com capim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

Como em todo terreirinho
Se via galinhas ciscando
Aqui acolá uma cacarejando
Sinal de um ovo fresquinho
Pra fritar com graxa de toucinho
E se passar bem melhor
Ter mais força no mocotó
E não perdê-lo pro guaxinim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

Na hora da necessidade
Era tudo mais complicado
Se tivesse num descampado
E não existisse uma moita
Pedia uma atitude mais afoita
Mas que escondesse o fiofó
Pra não parecer um bocó
Envergonhando tanto a mim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

E se não tivesse um sabugo
Ou outro higiênico objeto
Que se pudesse usar direto
Pra limpar aquele lugar
Certamente iria incomodar
Pois se ressecasse ao redor
A coisa ficaria muito pior
Judiava junto com o pixaim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

Mas tirando esses aperreios
A vida era muito boa
A molecada ria à toa
Quaisquer que fossem os motes
Pouca gente ou aos magotes
Em tudo uma alegria só
Que até parecesse brocoió
Viver era uma coisa afim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

Foi nesse lugar que cresci
Eu acho que foi minha sorte
Lições que seguirei até a morte
Foi no mato que eu aprendi
Ouvindo o canto do bem-te-vi
Da covardia nunca ter dó
Espiar o mundo ao redor
Praticar a bondade enfim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó.

Pra ficar no que foi lido
Vou parando este poema
Embora este meu tema
Ainda possa ser estendido
Longe tá de ser exaurido
Até faltou falar do socó
E do peçonhento procotó
Terrível inseto tupiniquim
Era tudo mesmo assim
No sertão do Seridó!