domingo, 29 de janeiro de 2012

Um Aterro Sanitário para todo o Seridó?

Há alguns dias vi muita festa, ouvi muitos discursos de políticos “bem intencionados” e li muitas matérias sobre um “redentor” aterro sanitário a ser construído em Caicó, para atender todo o Seridó  De repente afunda um navio na Itália, cai um prédio no Rio de Janeiro, Luiza volta do Canadá... e do tal aterro sanitário não se ouve mais falar!
No entanto como é minha área de conhecimento e como me preocupo com o meu bem-estar e de todos os meus concidadãos seridoenses, bem como o bem emprego do dinheiro público em benefício da população, volto a martelar sobre aquele assunto.
Sinceramente tenho muitas dúvidas sobre o futuro de tal investimento. Para atender todo o Seridó? Pela magnitude da área, pela qualidade das nossas estradas, pelas estruturas de coleta de lixo individuais em nossas cidades e até por carência de uma estrutura qualificada na gerência de um projeto grandioso destes, é que desconfio de sua eficiência permanente. Aparentemente vai ser mais um "fogo de palha" muito caro, que vai dar muito "papo furado" e muitos votos na próxima eleição, mas depois... Sei não!  Tomara que eu esteja equivocado!
Para mim a solução seria a criação de mais consórcios de menor envergadura, compreendendo mais unidades de aterros sanitários espalhadas pela região, encurtando as distâncias e sendo mais facilmente administráveis.
Por exemplo, Acari, Carnaúba, Jardim , Parelhas e Santana poderiam muito bem constituir uma unidade sanitária e construir seu aterro ali pela Várzea do Serrote, entre jardim e Parelhas ou mesmo nas proximidade entre Parelhas e Carnaúba dos Dantas. Entendo que o local é equidistante, está em processo visível de desertificação e o terreno é argilo-arenoso (facilmente manipulável) e de pobre hidrografia.
Essa unidade serviria a uma população maior que 50 mil habitantes o que tecnicamente viabiliza o emprego de um aterro sanitário! Além de servir como um ponto de recuperação futura, com o lixo enterrado servindo como adubação para o reflorestamento da área degradada.
Os argumentos são vastos, mas o assunto não me parece está sendo discutido com a seriedade que merece, com pessoas que o conhecem tecnicamente e conhecem a realidade física, social e natural da região!

Muita hipocrisia...

Quem tem autoridade para falar mal do governo se o povo bota lá pessoas como Cássio Lima, Jáder Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros, Antonio Palocci, José Genoino e mais centenas desse naipe (e que usam cuecas como cofres!), normalmente os "mais votados" em cada estado que foi candidato?
Não conheço um que não tenha sido eleito pelo povo! O que percebo mesmo é muita gente fingindo-se de "bem intencionado" quando na verdade mesmo quer também uma boquinha de poder! Projetos de governo que é bom, nada! Em vez de falar mal do governo (o que é muito fácil e dá muito "Ibope"!) deveria estar defendendo projetos para melhorar a educação básica! Aí, sim! Com melhor educação poderíamos ter um povo mais esclarecido e com mais conscientização política para escolher melhor seus dirigentes!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Gasoduto para o Seridó

Tenho minha preocupação como cidadão e técnico, para outro problema que me angustia. Os prefeitos, mas que não fique só na "iniciativa", devem se preocupar com.um assunto que merece uma imediata reivindicação: é a construção de um gasoduto para abastecer a indústria de transformação da nossa região. Só existe progresso com energia e água.
Por causa da falta de uma fonte alternativa de energia é que estamos presenciando uma desertificação progressiva pelo consumo desenfreado e irresponsável de lenha. Mas isto ocorre porque os produtores, especialmente os donos de olarias e de outros que no seus processos produtivos empregam calor, não têm outra fonte de energia. Esta seria o gás, que nosso estado produz, mas vende para a Paraíba e Pernambuco e não tem para seus próprios empresários. Especialmente Jardim do Seridó, que sempre teve uma vocação industrial, tendo sido em outros tempos uma das principais fontes de arreca­dação de impostos do Estado Rio Grande do Norte.
IMPRESSIONANTE!  Quando passamos pela BR e vemos aquele monte de lenha estocada no pátio da falida indústria dos Medeiros compreendemos a dimensão do desastre natural que está acontecendo em nosso Seridó, hoje um exemplo negativo nas publicações ambientais de todo o Brasil como a região de mais agressiva degradação natural do país.  
Precisamos urgentemente que esta fonte de energia chegue ao nosso município, para voltarmos a brilhar no cenário de progresso que nosso povo necessita, pois nosso área rural claramente nunca foi apropriada para a prática agropecuária, mas nem por isso nosso povo deixou de ser empreen­dedor.

Voto responsável

Infelizmente nota-se que muitos de nossos conterrâneos ainda votam por favores, por amizades, por paixão partidária ou por dinheiro (também isso não uma exclusividade jardinense!). E ainda há aqueles que querem apenas o poder e se aproveitam da situação! E assim nunca teremos progresso e nem poderemos ver nosso povão mais orgulhoso em ser jardinense!
Nós devemos escolher o candidato pelo perfil e histórico de administrador e pela sua vontade política de servir a população com a solução dos problemas e a construção de benfeitorias sociais e não com favores ilusórios para  “enganar” os cidadãos! Pelo comprometimento de um programa de governo e com a indicação de assessores de nível técnico indicado para cada missão. 
É fundamental que esse candidato tenha suas origens na região e que se comprometa com o atendimento pessoal à população da cidade e aqui despache durante seu mandato, para que possa sentir e ver os problemas do munidípio e ouvir os reclamos o povo! Devemos pensar e votar responsavelmente! Se errarmos, na próxima tentaremos consertar para recuperar o tempo perdido. Afinal, às vezes as aparências nos enganam... e enganam muito bem. Lembrem-se de votar pensando no lema: ADVERSÁRIO NÃO É INIMIGO!.

O problema dos lixões

Um assunto que o Ministério Público não pode relaxar é na cobrança para que o poder público tome providências quanto ao lixões. Todos sabem que as soluções para o problema do lixo mais convenientes para nossa região é a “compostagem” ou o “aterro sanitário”.
O aterro sanitário torna-se conveniente e viavelmente econômico para atendimento de populações acima de 50 mil habitantes. Então Jardim do Seridó, Acari, Carnaúba dos Dantas e Parelhas podiam muito bem fazer um projeto e buscar recursos para construir um aterro comum, que serviria para depositar de maneira segura seus detritos sólidos.
Para mim o local ideal é aquela planície do Serrote, entre Jardim e Pare­lhas, pois além de ser uma área hoje semideserta, é pouca habitada, tem uma lâmina de solo removível razoável para movi­mento de terra e é de fácil acesso, pois o local fica oa lado da estrada.
Até quando haveremos de conviver com todas as doenças causadas por lixões contaminados que carreiam micróbios, bactérias e vírus patogênicos e toda sorte de metais pesados diluídos para nossos reservatórios, prejudicando nossa população pelo consumo direto d’água ou quando consumimos o leite e a carne dos animais contaminados, assim como os peixes e outros alimentos proteínicos.
É desesperador perceber que todos os lixões e esgotos do Seridó oriental contribuem diretamente para contaminar o açude Passagem das Trairas. Eu não me surpreenderia se uma pesquisa revelasse que Jardim do Seridó fosse a cidade da região em que mais cresce os casos de cânceres. Provavelmente também casos de doen­ças de pele e de estômago.
Iniciativas como a de um projeto de um aterro sanitário seriam ações que deixariam qualquer gestor na história, mas me parece que suas competências não percebem que o futuro depende das ações do presente. Será que a luz no fim do túnel está justamente no poder e na lucidez do Ministério Público? Felizmente ainda percebemos uma chance de nos mantermos otimistas!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Recuperação sanitária dos nossos mananciais

Faz-se necessária a criação de um programa de recuperação sanitária dos nossos mananciais, pois de nada adiantará o controle cadastral dos mesmos sem um trabalho de saneamento das bacias hidrográficas.
Todos sabemos que devido o descaso com o tratamento de esgotos e do lixo produzido nas comunidades urbanas, como também o depósito ao ar livre dos rejeitos de extrações minerais etc, tem feito com que a poluição generalizada provoque a contínua degeneração da qualidade da água acumulada nos nossos reser­vatórios.
É do conhecimento geral que embora os açudes sangrem normalmente, acumulando água para dois três anos posteriores, com alguns meses de verão suas águas tornam-se inadequadas para o consumo potável, tor­nando-se “grossa” como diz o sertanejo. Na realidade sendo invadida pela proliferação de algas insalubres como aconteceu, por exemplo, com o açude Gargalheiras e o Zangarelhas poucos anos atrás, justamente alimentada pela insolação e pelos nutrientes dissolvidos na massa líquida, provenientes do descaso humano com a natureza.
O poder público através de seus executivos e legislativos têm de elaborar projetos e cobrar providências do governo federal e outras entidades de fomento, estes os que têm recursos financeiros capazes de cobrir ações de tal enver­gadura.
Assim se não tivermos uma água com condições sanitárias adequadas também, por exemplo, não teremos um pescado em condições de ser consumido, pois o peixe contaminado, além de ser uma alternativa econômica e uma grande fonte de proteínas, pode se tornar uma incontrolável origem de doenças e, conseqüentemente, um comprometedor caso de saúde pública!

O açude da Comissão

O açude da Comissão é um marco histórico na existência de Jardim do Seridó, mas encontra-se esquecido a muito tempo. Seria muito importante o tombamento deste verdadeiro monumento da história de Jardim do Seridó, uma história já muito desrespeitada por aqueles que justamente deveriam zelar por este patrimônio cultural.
O matagal é uma vergonha e o lamaçal é um caso de saúde pública, principalmente para os que moram nas proximidades.
Urge a sua urbanização, com a construção de interceptores de esgotos sanitários em torno de sua bacia hidráulica e o projeto de uma pista de pedestres ou de ciclismo contornando esta bacia!
Também são necessáras a limpeza e a canalização das águas de sangria. Imaginem se o visitante da cidade ou "passante" da BR visualizasse um letreiro na parede daquele histórico reservatório!

Hospital da COHAB

É uma pena que nem Patrício nem Jocimar tenham procurado ouvir opiniões técnicas sobre a localiza­ção daquela "futura" casa hospitalar. Talvez seja o ponto mais inadequado para se localizar um hospital na cidade de Jardim.
É um local úmido e sem ventilação, o que dificulta o tratamento apropriado dos rejeitos hospitalares tanto na forma hidráulica como na incineração, pois o local é pequeno, dispondo de pouca profundidade de solo de infiltração e lençol freático raso e as margens de um rio, o que favorece a contaminação subterrânea e a impossibilidade de emprego de sumidouros.
O risco de inundação e empoçamentos durante as chuvas na vizinhança, aliado ao fato da existência de capinzais nas proximidades, favorecem sem dúvida o aparecimento de mosquitos que, além de incomodarem os usuários, certamente podem promover a circulação de outras doenças.
A necessidade de incineração produziria fumaça contaminante a montante da cidade o que prejudicará a população.
A área plana e baixa trará um maior incômodo pelo excesso de calor devido a falta de ventilação, além do provável excesso de barulho advindo do fato de se localizar às margens da BR e em um local enladeirado.
Há muitos outros argumentos sanitá­rios contrários, mas o espaço aqui não convém que nos estendamos. Não sei se há outras razões que poderiam sobrepor estes argumentos! Apenas quero lembrar aos meus conterrâneos que saúde não é só construir hospitais a quaisquer custos! Saúde é muito mais que isso e certamente sua eficiência começa através da prevenção e não da cura!

Canal da Comissão

É urgente a complementação e a pavimentação do fundo do canal desde o Açude Comis­são até o pós Praça do Cemitério, em superfície parabólica (eu digo parabólica ou mesmo triangular, mas nunca hori­zontal) de modo a impedir o nascimento de capim,o escoamento rápido e permanente das águas superficiais e o combate à erosão, além da prevenção contra a proliferação de mosquitos e o mau cheiro!
A cobertura do canal é inviável e desaconselhável por inúmeros motivos, entre eles, o custo, a dificuldade de manutenção, o maior risco de desmoronamentos e o desenvolvimento de uma fauna nociva.

Sistema de Esgotamento Sanitário / JS

Fico muito preocupado quando leio notícias sobre problemas sanitários e percebo que as pessoas envolvidas acham que resolveram o problema, quando na realidade debelaram apenas uma situação de estética desagradável, quiçá de desconforto localizado.
Na realidade, o problema de saneamento básico é um problema de saúde pública de difícil mensuração em poucas palavras como requer este espaço. Não deixo de reconhecer que há boas intenções de parte dos responsáveis por este setor da administração, porém o desconhecimento da dimensão do problema é patente quando percebemos o entusiasmo de como suas limitadas ações são divulgadas.
Na realidade, no caso de esgotamentos, a cidade necessita da construção de pelo menos três interceptores: um margeando o Rio Cobra desde a COHAB, outro saindo da rua Martinho Ferreira, nas margens do Açude Comissão, e margeando o canal, e um outro ao lado do Rio Seridó desde a altura do ponte. Os três deveriam ser reunidos nas proximidades do Cemi­tério de onde os esgotos coletados deveriam ser bombeados para um sistema de lagoas de estabilização que deve­ria se situar a altura do Sítio São Gonçalo.
Alguém já se preocupou com a quantidade de lama de esgotos sanitários acumulada nas proximidades da foz do Rio Cobra? Já imaginaram quantos problemas de saúde as pessoas das vizinhanças tem sofrido por causa daquele lamaçal.
Ora, estes problemas vão desde disenterias adquiridas quando alguém toma o leite de vacas alimentadas daquele capim ou comem outros alimentos produzidos rio abaixo, até os casos de cânceres que devem estar surgindo pelo consumo de água a jusante. Tenho certeza que se fizer um levantamento os casos de cânceres em Jardim eles têm crescido nos últimos anos (Deus queira que eu esteja enganado!).
É evidente que a Prefeitura não tem recursos para arcar com tais serviços, mas eu me sentiria orgu­lhoso de ler uma notícia de que os órgãos públicos estariam elaborando projetos para conseguir verbas do governo estadual e federal para execução de benefícios desta natureza.
Penso que algumas secretarias continuam carentes de titulares conhecedores do seu ofício. Eu não quero ofender, pois sei que certas pessoas são muito bem intencio­nadas, mas só isso é muito pouco. Provavelmente até trabalham bastante, mas devido ao desconhecimento não deixarão nada que lembrem sua administração, a não ser a imagem de um bom prestador de favores, um quebrador de galhos. Desculpe-me mas é quase desesperador perceber que as administrações continuam privilegiando o coração em lugar da eficiência!